segunda-feira, 16 de março de 2009


Sonhos caídos por água...sonhos deslizando sobre o mar de tristeza...
Eu queria tanto...e nunca pensei conseguir viver sem os meus ideais...tristeza que inunda a minha alma, num nó de tormento.. parece que qto mais luto mais me enrolo...olho fundo de mim mesma e a esperança começa a esgotar...como quero e tento concretizar os meus sonhos...como continuo a sonhar que um dia vou ser uma princesa no seu castelo.. como ainda sonho que vou viver feliz para sempre como um conto encantado...nestes últimos dias tenho me distanciado cada vez mais dos meus sonhos...
O destino, algo em que muita gente acredita. Qualquer acontecimento desde o mais ínfimo até ao mais significativo é considerado destino, como que se tudo já estivesse escrito num livro ao qual as pessoas lhe chamam “a vida”. É sempre algo ao qual ninguém consegue fugir e as próprias alternativas e decisões são obra do destino.
Para mim o destino não existe, é um conceito falso, uma palavra sem significado. Nada está escrito em sítio algum e nada está definido, tudo existe em branco e passa a ter vida em cada dia que passa. Todo o acordar de manhã representa uma incógnita, o vazio do dia que vou viver, mas tal acordar nunca é um vazio em si.
A minha vida é como um livro em branco, sem linhas delineadas para escrever o texto e apenas está preenchido com o meu passado. Palavras, frases, histórias, memórias, uma infinidade de tinta a preencher as inúmeras folhas. Cada dia representa uma página, duas, três até, algumas ficaram a meio sem um ponto final devido à minha tristeza e outras parecem poemas e contos dignos de um poeta. Com escrita simples ou elaborada, com palavras simples ou cheias de sentimento, nunca deixei de escrever nas minhas páginas e nunca nenhuma ficou em branco, mas em algumas a tinta já começa a desaparecer deixando que pequenas coisas se percam no esquecimento.
Ninguém consegue alterar o passado, corrigir erros, reescrever as paginas porque o que está escrito não pode ser apagado. E o futuro, o que fazer dele? A única resposta é fazer dele o mais lindo possível.
Hoje digo que o meu livro está diferente, não se assemelha ao meu passado e tudo o que tenho vindo a escrever deste então é como uma interminável história de amor. Caligrafia cuidada, palavras lindas e belas, frases de amor e paixão, parágrafos atrás de parágrafos cheios de sentimentos, textos que mais parecem contos de fadas preenchem centenas de folhas. As vezes até penso que já não existem mais palavras para escrever, penso que tanto sentimento consegue gastar as palavras mas em todo o pensamento que tenho encontro sempre algo novo para escrever.
Sentimentos que não controlo, e que não sei como escreve-los, tento encontrar palavras para estes sentimentos que me invadem, mas nenhuma palavra é suficiente forte para explicar...
Tento controlar os que sinto, e busco no infinito do meu mais vasto ser, a felicidade...desvio-me dos monstros que atormentam o meu viver, luto incansavelmente em busca da felicidade...dizem : “ a felicidade esta nas tuas mãos” então onde a perdi que corri o mundo e o mundo é demasiado pequeno....procurei na minha palma e nada encontro senão linhas que não entendo onde acabam...procuro procuro...e no silêncio grito por ela...continuarei a procurar, acredito que um dia vou encontrar...

1 comentário:

  1. Nunca te arrependas do que escreveste ao longo da tua vida...
    ...foi por teres escrito o que escreveste (e o que nunca chegaste a escrever) que chegaste aqui...
    Nunca baixes os braços...NUNCA!!!

    ...se algum dia deixares de ter a capacidade de escrever, eu aqui estarei para te dar umas aulinhas de Português, eheheheheh

    Beijufas
    Pedro

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