sexta-feira, 31 de julho de 2009

ser feliz


"Se alguém não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil que a procure noutro lugar"

La Rochefoucauld



Todos nós sabemos que ser feliz é um dos mais antigos direitos da humanidade. E também sabemos que não há ninguém que não mereça auferi-lo. Há, no entanto, quem pense nunca poder alcançar esse dom.

E isso resulta de uma certa insatisfação e de um conceito errado de o que é a felicidade. O homem foi criado para ser feliz e seria insensato imaginar um Deus cujo prazer consistisse em submetê-lo a contínuas desgraças.

Essa ideia seria demasiado humana para ser divina e, quando assim pensamos, estamos a fazer um Criador à imagem da nossa imbecilidade e à semelhança da nossa estupidez. Porém, a causa, é bem diferente.

Neste mundo estereotipado em que vivemos, a felicidade deixou de ser um ideal do indivíduo para ser uma aspiração das multidões. Todos querem ser felizes da mesma maneira. Convencionou-se que não há felicidade sem automóvel, sem uma casa repleta de electrodomésticos, de electrónica, de móveis de estilo, de livros caros (mas que nunca se lêem), de imitações de objectos e de quadros antigos (dos quais não se sabe falar), sem roupas e calçado de marcas badaladas... Enfim e para resumir, sem todos esses sinais exteriores de riqueza que por aí se vêem.

Quanto a boas maneiras, civilidade, educação ou cultura, tudo isso é secundário. O que é preciso é ter dinheiro. E como nem todos o podem ter para se fazerem passar por aquilo que não são, daí a "infelicidade" de muitos. Uma infelicidade que gera invejas, revoltas e que, infelizmente, está a transformar a sociedade num viveiro de insatisfeitos, de egoístas e de falsários.

Há na terra milhões de pessoas a sonhar a mesma coisa e a desejar os mesmos bens. E é assim que os espíritos simples se asfixiam numa atmosfera de estupidez. E são cada vez mais os que não conseguem viver fora desse esquema.

Cada vez se deseja possuir mais. Cresce dia a dia a inveja pelo vizinho. A ânsia de "também querer ser" aumenta no sentido inverso do "querer fazer". Atropelam-se os princípios mais sagrados para chegar mais depressa a um lugar que se cobiça, mas que não se merece. O que mais interessa é "parecer".

É uma luta feroz e constante entre aquilo que se tenta aparentar e a verdadeira realidade daquilo que se é.

Parece que fica assim, mais ou menos, traçado, ainda que com pálidas pinceladas, o retrato daquele que quer ostentar coisas superiores aos seus recursos e à sua mentalidade. E é esse, de facto, o protótipo do verdadeiro infeliz.

E é tão fácil ser feliz! Contentarmo-nos com o que temos e orgulharmo-nos de sermos, apenas, como somos, é já o começo da felicidade.

segunda-feira, 27 de julho de 2009




Descobri um dia
Que no meu corpo trazia a poesia no seu sentindo mais profundo

Descobri que eu era a flor que semeava o mundo e que arava a terra de
Esperanças porque no meu ventre trazia o sorriso de uma criança

Senti-me responsável pela humanidade
E veio através de mim o amor em forma de realidade
A vida no seu maior sentido...

Hoje sei que ser mãe é muito mais que um acto de amor...
Ser mãe é um acto de coragem
Ser mãe é um acto de generosidade com a vida
É ser mais que uma simples mulher

Ser mãe é ser guerreira
ser mãe é uma luta
Ser mãe é ter orgulho
Sofrer, amar incondicionalmente, chorar, rir, enfim
Ser mãe é ter o Gabriel, o Ser vindo de mim,
é senti-lo mexer e chorar de amor,
é senti-lo con soluços e sorrir como se tivesse nos meus braços...
é brincar com ele e senti-lo a brincar connosco..

Ser mãe neste momento é dar valor á minha como nunca antes dei,
Ser mãe é uma dádiva, que nos faz crescer com o sentido de reponsabilidade diferente...
Ser mãe é sentir medo de o perder, de o magoar...ser mãe é ser um anjo...
e o meu é o ANJO GABRIEL...

confiar!!! desespero!!!


Sentimentos…confiança escondida por entre palavras distintas…
Confiar…eis a palavra que todos nós gostariamos que se concretiza-se aquando de um acontecimento…essa foi a minha desilusão…confiar em alguem num acto de desespero e tristeza, sentido de perda no mundo e não ter com quem contar…sentido de solidão estando rodeada de gente…olhar pro lado e sentirmo-nos sozinhos por completo…pensamos que podemos confiar em alguem, e naquele momento esse alguem é nossa confissão…o desespero leva a uma exaustão de pensamentos amontoados e misturados com o sofrimento, passado amaldicoado que deus fez questão de riscar do livro do destino e deu asos ao diabo pra inventar..mas hoje pergunto..quem não erra? Quem nunca errou que atire a primeira pedra…a diferença está na consciência de cada um..uns aguentam outros sofrem ..á ate mesmo quem se suiçide com o tamanho desespero de algo que fez…errei, sim errei…anos passaram e de algo que so queria esquecer rebentaram raizes…traiste-me..traiste a confiança que em desepero depositei em ti, e nunca mais o farei…chorei lagrimas de sangue de tanto sofrimento, recriminei-me pelas atitudes e actos que tive pra comigo e pra com os outros, critiquei minha forma de viver, julguei minha propria vida condenando-me á morte num poço sem fundo e sem luz, que tanto lutei pra sobreviver…desesperei no silêncio do meu ser sem conseguir ouvir ninguém, nem mesmo a mim propria, fechei-me a sete chaves num poço sem luz e de lá não conseguia sair…chorei, bati com a cabeça até não a sentir mais, arranquei do meu peito o coração desesperado e fragil que nada via senão o sofrimento…lutei pra sair desse livro negro que só eu fiz questão de escrever a sangue o meu arrependimento…chorei!!! Ai como chorei…olhava a meu redor e nada via senão a mim mesma…como é dificil explicar por palavras o local onde me fechei e lá permaneci sem conseguir sair…emagreci como se nunca me tivessem dado de comer, desidratei como se nunca me tivessem dado de beber, chorei como se me tivesse rebentado os sacos lagrimais…chorava sobre o papel e o teclado, soluçava sobre a solidão e a desconfiança que me assombrava…traiste-me lembra-te sempre que me trais-te e que nunca mas nunca te vou perdoar por revelares algo que a ti não te pertencia…volto a repetir..QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA QUEM NUNCA ERROU…

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sei q estive longe mas infelizmente nem sempre me apetece escrever, mas tb n faço questão de o fazer sempre, pois significaria que estava a dar demasiada importancia a coisinhas e q ao pensar mto nelas ganhariam uma dimensão demasiado grande pra depois as conseguir esquecer..por isso escrevo apenas aquilo que me na realidade me magoa ou atinge...desta vez vim apenas pra desabafar um pouco...
falar sobre o meu futuro e o meu rebento, mas não só..
Falo tb das coisas que ao longo dos tempos não tenho gostado, que me tenham magoado..
falo em silencio, pra não poderem falar de mim mais tarde...